Cada card explica para que o equipamento serve, o que observar antes de comprar e as marcas mais respeitadas da categoria.
Raquete de beach tennis
EssencialPropósito: é a extensão do seu braço — define potência, controle e conforto em cada golpe.
Diferente do tênis, a raquete de beach tennis não tem cordas: é uma superfície sólida com furos, cabo curto e no máximo 50 cm de comprimento. A escolha certa depende muito mais do seu nível do que do preço.
O que observar antes de comprar
Material da faceFibra de vidro é mais macia e barata (ideal para iniciantes); carbono (3K, 12K, 18K) é mais rígido e potente; kevlar aparece em modelos de alto controle.
Núcleo (miolo)Quase sempre EVA. Núcleos mais macios absorvem impacto e perdoam erros; mais densos devolvem mais potência.
Peso e balançoEntre ~300 g e 360 g. Balanço na cabeça = mais potência; balanço no cabo = mais manobrabilidade e menos esforço no punho.
FuraçãoMais furos e furos maiores reduzem a resistência do ar e ajudam a dar efeito (spin) na bola.
SuperfícieAcabamento áspero ou com textura ajuda a "morder" a bola nos golpes com efeito.
FormatoCabeça mais arredondada favorece controle; formato gota/diamante concentra peso no topo para atacar mais.
As camadas e a manutenção da raquete
Undergrip (grip base)
A camada grossa colada direto no cabo. Define a espessura final da empunhadura e absorve parte da vibração. Troca-se raramente — só quando afina, rasga ou quando você quer mudar a espessura do cabo. Versões "cushion" são mais macias para quem sente o impacto no punho.
Overgrip
A fita fina que vai por cima do undergrip — é consumível: quem joga 2–3x por semana troca a cada poucas semanas. "Tacky" gruda mais na mão; "dry" absorve suor (a escolha certa para o calor da praia). Camadas extras engrossam o cabo para mãos grandes. Marcas de referência: Wilson Pro Overgrip, Head, Tourna Grip.
Fita de proteção (protetor de cabeça)
Fita ou moldura adesiva aplicada na borda superior da raquete. Golpes baixos raspam a face na areia o tempo todo — a fita sacrifica alguns gramas em troca de meses a mais de vida útil. Quase obrigatória em raquetes de carbono caras. Prefira as transparentes específicas para beach tennis, que acompanham a curva da borda.
Preparo de aspereza (spin)
A textura áspera da face é o que "morde" a bola no efeito — e ela se desgasta com o uso. Para renovar: lixa d'água de grão fino (180–220) em movimentos circulares leves e uniformes, ou kits de aspereza (grit) que reaplicam textura com resina. Vá devagar: lixar demais remove pintura e pode afetar a garantia. Antes de torneio, confira se o regulamento permite a modificação.
Marcas de referência: Shark, Drop Shot, Adidas, Vairo, Quicksand, Turquoise e Mormaii dominam as quadras brasileiras. Para o primeiro contato com o esporte, linhas de entrada em fibra de vidro dessas marcas resolvem bem.
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Bolas de beach tennis
EssencialPropósito: garantir o quique baixo e o ritmo de jogo característicos do esporte.
O beach tennis usa a bola laranja de estágio 2, com cerca de 50% da pressão de uma bola de tênis comum. Isso deixa o jogo mais lento no ar e permite trocadas longas mesmo com vento. Jogar com bola de tênis normal muda completamente a dinâmica — e machuca o braço.
O que observar antes de comprar
CertificaçãoPara treinos sérios e torneios, prefira bolas aprovadas pela ITF (estágio 2).
DurabilidadeAreia e sol desgastam o feltro rápido; bolas premium mantêm pressão e feltro por mais sessões.
QuantidadeTubos com 2 ou 3 bolas; quem treina com frequência economiza comprando caixas.
Marcas de referência: as bolas mais usadas em torneios e clubes vêm de marcas como Wilson, Head e as linhas próprias das marcas de raquete (Shark, Quicksand, Turquoise).
Protetor solar, boné e viseira
EssencialPropósito: proteger pele e visão em um esporte jogado sob sol direto por horas.
É o equipamento de segurança mais barato e mais ignorado. A viseira é a favorita entre jogadores porque protege o rosto sem prender o calor na cabeça; o boné protege também o couro cabeludo. O protetor deve ser esportivo, resistente a suor e água.
FPS mínimoFPS 50+ com reaplicação a cada 2 horas de jogo.
Fórmula esportivaVersões "sport" ou em bastão não escorrem para os olhos com o suor.
Sand socks (meias de areia)
RecomendadoPropósito: proteger os pés da areia quente, de conchas e de atritos, sem perder mobilidade.
Meias de neoprene com solado emborrachado leve. Em praias e arenas com areia escaldante no verão, deixam de ser opcionais muito rápido. Também ajudam quem está com bolhas ou pele sensível nos pés.
AjusteDevem ficar justas: folga acumula areia dentro e causa atrito.
EspessuraSolados finos preservam a sensação da areia; grossos isolam mais o calor.
Marcas de referência: Vincere Sand Socks é a mais tradicional; marcas de surf/esportes de praia e as próprias marcas de beach tennis também têm boas opções.
Roupas com proteção UV
RecomendadoPropósito: proteger a pele do sol e manter o corpo seco e livre para se mover.
Camisetas e regatas com proteção UV50+, tops esportivos, shorts, saias e vestidos com tecido de secagem rápida. Algodão comum encharca de suor e pesa; tecidos técnicos (dry fit) evaporam rápido e não esquentam.
Fator UPFProcure UPF 50+ nas etiquetas — proteção que não sai com o suor, ao contrário do protetor.
Corte esportivoCosturas planas e tecido com elastano evitam atrito nos movimentos de saque e smash.
Marcas de referência: as marcas de beach tennis (Shark, Turquoise, Sexy Brand, Mormaii) têm linhas próprias de vestuário; marcas esportivas gerais com linha UV também funcionam bem.
Óculos esportivos
RecomendadoPropósito: proteger os olhos do reflexo da areia, do sol direto e de bolada acidental.
A areia clara reflete muita luz — jogar de frente para o sol sem óculos cansa a vista e atrapalha a leitura da bola alta. Modelos esportivos têm lentes com proteção UV400, armação leve e hastes emborrachadas que não escorregam com suor.
Lente polarizadaCorta o reflexo da areia e da água; melhora o contraste da bola laranja contra o céu.
FixaçãoCordinha ou hastes com grip evitam que os óculos voem em um smash.
Raqueteira e mochila térmica
OpcionalPropósito: transportar e — principalmente — proteger a raquete do calor.
Calor extremo é inimigo do EVA e das resinas da raquete: deixar a raquete no carro ou no sol pode deformar o miolo. Raqueteiras com forro térmico resolvem isso e ainda organizam bolas, grips, protetor e roupa de troca.
Forro térmicoO compartimento aluminizado é o diferencial real — não é só estética.
CapacidadeModelos para 1–2 raquetes servem para a maioria; mochilões fazem sentido para quem compete.
Munhequeira
OpcionalPropósito: interceptar o suor do braço antes que ele chegue à mão e ao grip.
Faixa de tecido atoalhado usada no punho. Além de secar a testa entre pontos, ela impede que o suor escorra pelo antebraço até a empunhadura — o principal motivo de a raquete girar na mão em dia quente. Quem sua muito usa uma em cada braço ou os modelos longos de antebraço.
TamanhoCurtas são discretas; as longas (de antebraço) absorvem mais e protegem a pele do sol.
QuantidadeTenha ao menos duas: troque no meio da sessão quando a primeira saturar.
Toalha esportiva de microfibra
OpcionalPropósito: secar suor e mãos sem levar meio quilo de areia para casa.
A toalha de banho comum vira uma lixa na praia: acumula areia nas fibras e não seca mais nada depois de meia hora. A de microfibra seca rápido, a areia não gruda (basta sacudir), ocupa pouco espaço na raqueteira e muitas vêm com capa ou gancho para pendurar na cerca da quadra.
Tamanho idealModelos "sport" de 40–80 cm: grandes o bastante para o rosto e braços, pequenos para a mochila.
SecagemMicrofibra seca em minutos ao sol — dá para reusar na sessão seguinte do mesmo dia.
Garrafa térmica
OpcionalPropósito: manter a bebida gelada por horas — porque hidratação quente ninguém bebe o suficiente.
Partidas de verão passam fácil de uma hora sob sol forte, e a garrafa comum vira chá morno em 20 minutos na areia. A térmica de parede dupla (inox) mantém gelado por 6–12 horas. É o item que faz você de fato beber a quantidade certa.
Capacidade1 litro ou mais para uma sessão; professores e dias de torneio pedem 1,5–2 L ou duas garrafas.
Bico esportivoTampa flip ou bico de squeeze permite beber rápido entre pontos sem desrosquear nada.
O que colocar dentro dela
A garrafa é só o veículo — o que importa é a estratégia de hidratação e energia. Montamos um guia completo para cada opção:
Repelente
OpcionalPropósito: sobreviver ao horário nobre do beach tennis — o fim de tarde.
O melhor horário para jogar (sol baixo, areia fria) é também o horário de pico de pernilongos e borrachudos, principalmente em arenas perto de vegetação ou lagoas. Um jogador coçando a perna entre pontos não devolve smash. Prefira repelentes esportivos que resistem ao suor.
AtivoIcaridina dura mais horas e resiste melhor ao suor que o DEET comum; há versões infantis para quem leva os filhos.
Ordem de aplicaçãoRegra de ouro: protetor solar primeiro, espere secar, repelente por cima. Invertido, os dois perdem eficácia.
Kit de banho pós-jogo
OpcionalPropósito: sair da arena direto para o trabalho, jantar ou compromisso — sem levar a praia junto.
Quase toda arena tem chuveiro, mas quase ninguém chega preparado. Um kit enxuto que mora na raqueteira resolve: chinelo, necessaire com miniaturas de shampoo e sabonete, toalha de banho (separada da esportiva de quadra), muda de roupa e um saco estanque ou de silicone para isolar a roupa suada do resto da mochila.
Truque do talcoSem chuveiro por perto? Talco tira areia seca da pele e dos pés em segundos — clássico de quem cresceu na praia.
Saco estanqueOs de 5–10 L isolam roupa molhada e ainda protegem celular e carteira na areia durante o jogo.
Kit de quadra própria: rede e fita de marcação
OpcionalPropósito: montar sua própria quadra na praia ou em terreno de areia.
Para quem quer jogar fora de arenas: rede oficial a 1,70 m de altura, postes desmontáveis e fita de marcação para delimitar a quadra de 16 × 8 m (duplas). Kits completos vêm com sacola de transporte. É investimento de grupo — dividido entre amigos, sai barato por pessoa.